








(E eu te peço ‘’vem pra cá
fica mais perto’’
não quero que o lado de lá
leve embora o seu toque certo)
traga, embrulhado, o seu beijo
presente eterno que de ti quero ganhar
deixa-me abrir essa caixa de desejo
olhar lá dentro e me esquecer de respirar
poema estranho, rima corrida
mas é correndo que eu quero você
quero te ver escrevendo minha vida
quero dar tchau pro medo de crescer

vem de mim, para mim e pra nós
vem dos muitos cantos dessa sala
em que ficou presa a nossa voz
e a pena na minha mão é o que fala
isso é nosso, amor, tudo o é.
o que eu escrevo, canto, o que eu grito
seu riso alto aqui é a minha fé
é a presença levando o conflito

termine tudo desde agora e me abrace:
não quero mais ter que deixar o seu olhar
quero seu rosto me encarando nesse enlace
toda você me mostrando o que é voar.




























eu fui até você quando o vento mandou
eu queria mais de você e menos de mim
não ser meu é tudo o que de mim restou
e o meu desejo é qu'em você eu não tenha fim.
no mar mais brando, a vaga ergue a voz e canta
espuma dá beijos que desaguam n'areia de nós.
penso que para mim a madrugada é a hora santa
sei que você quer também a praia e o silêncio da voz.
e na terceira palavra de cada verso
exceto aqui, cujo foco é o verso de fim
defino a mensagem, cifrando o nosso universo
quero-a novamente, como 'inda não a pude ter assim.